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FCC? ESAF? DICAS DE COMO FAZER PROVAS DE CONCURSOS PÚBLICOS – POST [#5]

Quer saber algumas dicas para se dar bem numa prova de concurso público? Você conhece quais são os tipos de provas mais comuns? Neste artigo, espero ajudar a responder a uma pergunta que escuto frequentemente: “Como fazer provas de concursos públicos? “.

Em primeiro lugar, é importante esclarecer que as regras de como será a prova estão no edital de abertura do concurso que você irá prestar. Assim, se você está entrando no “mundo dos concursos públicos” agora, mas já tem uma carreira em mente, aconselho que faça uma busca no Google pelos editais dos últimos concursos que você quer fazer para ter uma ideia de como será a sua prova. Além disso, é importante conhecer a banca que normalmente faz a prova, como FCC, ESAF e CESPE.

A maioria das provas de concursos públicos é formada apenas por questões objetivas em que o candidato deve escolher o gabarito correto dentre as opções oferecidas. Neste caso, as regras para se obter a aprovação podem variar, com concursos exigindo uma nota mínima por disciplina (ou grupo de disciplinas), além de um mínimo de pontos por prova e outros que só exigem um mínimo por prova, mas sem mínimo por disciplina. Alguns, além das questões objetivas também possuem questões dissertativas.

Para fins deste artigo, não irei me ater a cada uma das bancas especificamente, pois cada uma delas tem suas peculiaridades. No caso da banca CESPE-UNB, por exemplo, como muitos já devem saber, cada resposta errada no cartão de respostas anulará uma correta. Devido a essas peculiaridades a análise de cada uma das bancas ficará para artigos futuros.

Ao invés disso, vamos dividir os concursos em três tipos: os que possuem nota mínima por disciplina, os que só exigem mínimo por prova e aqueles que também possuem uma prova dissertativa. Agora, vamos entender quais seriam as melhores estratégias para se fazer cada tipo de prova (inseri no final do artigo uma ilustração que resume o que será colocado a seguir):

 

1) Concursos com mínimo por disciplina

Neste tipo de prova, você é obrigado a tirar uma nota mínima em cada disciplina. Nos concursos para a Receita Federal do Brasil, por exemplo, é necessário um acerto de, no mínimo, 40% de cada disciplina (ou grupo de disciplinas). Assim, não adianta acertar 80% no geral da prova se não tiver feito o mínimo em alguma delas.

A estratégia para fazer esse tipo de prova começa na preparação dos seus estudos. Você tem que ir preparado para fazer os mínimos em todas. Não há como dispensar nenhuma disciplina do seu estudo.

Na hora de resolver a prova, não pense em resolver tudo de cada disciplina antes de passar para a próxima. Dentro de cada uma das disciplinas, procure resolver primeiro as questões mais rápidas. A ideia é fazer o suficiente para garantir o mínimo, pulando as questões mais demoradas, e partir para a próxima disciplina.

Quando acabar de garantir os mínimos em cada disciplina, volte para fazer as questões que você acha que conseguirá resolver em menos tempo que as restantes, as que possuem maior peso ou as da disciplina em que tiver mais risco de ser eliminado.

Assim você aumenta suas chances de não ser eliminado, que é o problema de mais de 90% dos candidatos, alguns até bem preparados, mas que por não saberem administrar o tempo de prova, acabam eliminados tolamente por não terem conseguido atingir o mínimo exigido em alguma disciplina.

E aí, isso basta para ser aprovado? Claro que não, pois quase sempre não basta fazer os mínimos. Tem que acumular muitos pontos, mas, com esse método que indicamos, correrá menos riscos de ser reprovado em uma disciplina.

Resumindo, preocupe-se primeiro em fazer os mínimos e depois em acumular pontos. Não perca tempo tentando resolver uma disciplina até o final antes de passar para a próxima, faça as questões mais rápidas, garanta o mínimo dela e pule para a próxima.

 

2) Concursos com mínimo por prova, mas sem mínimo por disciplina

Neste tipo de prova não há nota mínima por disciplina. Você pode até “zerar” alguma disciplina, não importa, o que interessa é a nota global da prova. Como exemplo, cito o concurso para Agente Fiscal de Rendas do Estado de São Paulo (AFR-SP). Nessa prova, exige-se o mínimo de 50% da pontuação de cada uma das três provas e uma pontuação global de, no mínimo, 60%.

Logo, na sua preparação, você pode se dar ao luxo de não tocar em algumas disciplinas, dependendo do concurso.

Na hora de resolver a prova indico um método chamado “passear pela prova”.

Como funciona esse método? Deixe-me explicar. Você pega a prova e estipula inicialmente um tempo pequeno para resolver cada questão, digamos que 30 segundos, dependendo da quantidade de questões da prova e do tempo para resolvê-la (os 30 segundos são um exemplo, é só para passar a ideia de estipular um tempo curto). E faça tudo que puder neste tempo, passeando pela prova toda. Marque as questões que já tiver certeza, elimine as alternativas que não podem ser o gabarito, adiante os cálculos e pule as questões demoradas. Com isso você vai garantir os pontos das questões fáceis e rápidas. Perceba que nessa primeira passada não é indicado que resolva as questões que exigem a leitura de textos grandes.

Depois volte ao início e estipule um tempo maior, digamos um minuto e meio. Só que agora você já estará vendo as questões pela segunda vez, então já terá lido o enunciado de várias e eliminado algumas alternativas. Faça a mesma coisa que na primeira passeada, pule o que for muito demorado e faça tudo que puder das demais. Assim você garantirá as questões de nível médio.

Ficarão faltando as difíceis ou grandes e as que não são para serem feitas mesmo. Sim, há questões que o examinador coloca lá só para fazer o candidato perder seu tempo, ou até, às vezes, gastar muito tempo garantindo o ponto dela, mas perdendo um maior número de pontos que poderia ter obtido naquele mesmo tempo resolvendo outras questões. Quem perde tempo resolvendo essas cascas de banana colocadas pelo examinador arrisca seriamente sua aprovação. Não escorregue nelas!

Na maioria dos concursos não ter resolvido as questões mais difíceis não fará muita falta, o problema maior é errar as fáceis e médias.

Dê essas “passeadas” pela prova. A cada passeada sobrarão menos questões, óbvio. E aí vão me perguntar: “Quantas passeadas você acha que devo dar? “; e eu responderei: “Geralmente umas três ou quatro, mas isso depende do concurso e de você, porque cada concurso tem um tempo de realização de prova e nível e número de questões diferentes do outro”.

Porém, faço um alerta: nunca pense em passear pela prova em algum concurso sem ter treinado antes em um certame menos importante ou em casa. Você tem que ter a confiança de que isso dá certo, porque se tentar fazer isso sem treino em uma prova, vai se desesperar quando acabar de dar a primeira passeada e constatar que respondeu, por exemplo, só uns 20% das questões.

 

3) Concursos com provas dissertativas

Fato: sem uma boa preparação para as provas discursivas, a chance de o candidato ser aprovado reduz drasticamente. Não há como “chutar” a questão. As questões dissertativas exigem um conhecimento ainda maior do programa que cai nos concursos. É necessário muito treino antes da prova para estar preparado na hora em que ela chegar.

Quando a prova do dia é exclusivamente discursiva, leia o enunciado e rascunhe uma lista ou mapa mental das principais ideias que se lembrar do assunto. Faça isso com todas as questões. Após, caso tenha tempo, faça um rascunho das respostas que estiver mais confiante. Finalmente, passe-o a limpo para o caderno de prova.

Quando o concurso possui, além das questões objetivas, provas dissertativas, um outro tipo de estratégia pode ser utilizado. Comece lendo as questões discursivas e coloque tudo aquilo que você lembrar do assunto numa lista ou mapa mental, como explicado acima. Depois faça as questões objetivas, pois, às vezes, os próprios enunciados dessas questões servirão para lembrá-lo de algum tópico da questão discursiva que você não lembrou no primeiro momento. Quando isso ocorrer, volte lá e atualize a sua lista. Durante o tempo em que estará respondendo às questões objetivas, seu cérebro continuará processando os temas exigidos na dissertativa.

O controle do tempo é essencial neste tipo de prova mista. Portanto, após responder razoavelmente às questões objetivas, responda às discursivas. Não queira completar a prova objetiva antes de fazer a discursiva, pois o tempo poderá ser insuficiente para escrever suas respostas.

Enfim pessoal, saber como fazer provas de concursos públicos é saber qual a melhor ESTRATÉGIA a seguir na HORA da prova. Essa estratégia, como vimos, vai depender do tipo de cada prova. Já vi muitos candidatos com um alto conhecimento adquirido que não foram aprovados por não saberem ou não seguirem a estratégia correta durante a prova. Lembrem-se sempre de um famoso personagem do nosso cinema nacional:

 

O conceito de estratégia… em grego, estrategia… em latim, estrategie… em francês, stratégie… Os senhores estão anotando?Capitão Nascimento


Não tenham medo de prova, seja ela qual cara tiver, pois ela que garantirá seu futuro e de sua família.

Bem, caros concurseiros, espero que este texto ajude vocês na hora da prova. Tenham calma e tentem seguir o planejamento que vocês traçaram antes do dia “D”.


Infográfico CESPE? FCC? ESAF? DICAS DE COMO FAZER PROVAS DE CONCURSOS PÚBLICOSLivre para compartilhamento, desde que mencione este artigo com o respectivo link.

Um abraço do Alexandre Meirelles, um cara que já fez muitas provas na vida.

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18 respostas
  1. Afonso
    Afonso says:

    Alexandre, para uma prova específica banca FCC o senhor acha que devo me limitar a resolver questões apenas da banca ou incluir CESPE e FGV também? Digo isso porque no TEC tem uma infinidade de questões da FCC então tenho limitado meus estudos resolvendo questões apenas dessas banca mas gostaria de saber se o senhor acha válido passar por questões de outras bancas também.. obrigado e parabéns pelos textos

    Responder
  2. Valdeci Cunha da Rosa Junior
    Valdeci Cunha da Rosa Junior says:

    Boa tarde, Alexandre. Acho que já li seu livro umas 3 vezes :). Mas ainda fiquei na dúvida na hora de selecionar as questões para resolver. Exemplo: tenho uma assinatura no TEC, quero selecionar as questões de Direito Constitucional (visando o cargo de AFRFB), tenho que pegar as questões de 2010 a 2016 e só dá banca ESAF, ou devo fazer de outras bancas, porém selecionar só área fiscal? Tem alguma dica neste sentido???

    Responder
  3. Gabriela Geib Otaviani
    Gabriela Geib Otaviani says:

    Como sempre seus textos são ótimos.
    Gostaria de aproveitar e agradecer por me proporcional a uma hora de mentoria. Aguardo ansiosamente :).
    Fique com Deus

    Responder
  4. Josué Shin Lian Liu
    Josué Shin Lian Liu says:

    Excelentes dicas Prof. Alexandre.
    Parabéns por todo conteúdo de excelente qualidade, inclusive excelente Livro
    “como passar em concursos públicos”. O sr. não faz ideia como muda, está mudando e
    mudou a vida de muitos concurseiros. =) Fonte infinita de inspiração a todos.

    Responder
  5. Jordana
    Jordana says:

    Bom dia Prof. Alexandre!!
    Sempre acompanho o seu blog, vídeos e etc. Aprendo muito com você!!
    Estou estudando para ATRF. Com essa crise que o Brasil está enfrentando e muita gente falando que os concursos federais irão ser bloqueados por um tempo, você acredita que isso é possível? Será que abrirá concurso ano que vem para a Receita? Confesso que estou ficando apreensiva
    🙁 Obrigada.

    Responder
    • Alexandre Meirelles
      Alexandre Meirelles says:

      Jordana,

      só saberemos mais pro final do ano mesmo, com a aprovação da LOA.

      Para quem ainda não tem muita base, seria muito bom não ter nada em 2017, já pra quem tem boa base, vai ser brabo mesmo.

      abs

  6. Flavia
    Flavia says:

    Muito obrigada, professor! Já fiz muitas provas, mas sempre caio em algo que você alertou: erro muito questões faceis! Não tinha me atentado para esse fato de eliminação das mais fáceis primeiro, olho para todas com um mesmo peso, fico insegura de marcar as faceis e não passo pelas difíceis sem antes marcar algo! Obrigada, vou testar!

    Responder
  7. Kátia
    Kátia says:

    Boa Noite professor Alexandre, blz?
    Como faço quando cai aquela questão enorme, com alternativas parecidas e longas, e que as vezes só de sacanagem colocam a resposta certa ou errada como sendo a última? Sempre perco tempo nessas.

    Responder
    • Alexandre Meirelles
      Alexandre Meirelles says:

      Kátia,
      como tá no texto, deixe essas maiores por último, antes de mais nada.
      Sempre suspeite q a alternativa certa é uma das maiores, por isso comece por elas.

      O resto é prática ou uma questão q realmente o examinador colocou pra vc não fazer.

      abs

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